[...] ”Por isso não desanimamos (isto é, não sucumbimos á murmuração e á impaciência); mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas (2 Coríntios 4:16-18).
[...] Especificamente, a força da glória de Deus que precisamos para ver e confiar é o poder de Deus para transformar todos os nossos desvios e obstáculos em resultados gloriosos. Se nós acreditássemos que a nossa longa espera no sinal vermelho fosse Deus nos mantendo distantes de um acidente prestes a acontecer, nós seriamos pacientes e contentes. Se nós acreditássemos que a nossa perna quebrada fosse a maneira de Deus revelar um câncer em seu início na radiografia, para que pudéssemos sobreviver, não murmuraríamos pela inconveniência. Se acreditássemos que o telefonema no meio da noite fosse a maneira de Deus de nos despertar para sentir o cheiro de fumaça no porão da casa, não resmungaríamos com a perda do sono. A chave para a paciência é a fé na graça futura da “força da glória” de Deus (Veja colossenses 1:11), para transformar todas as nossas interrupções em recompensas. Em outras palavras, a força da paciência depende da nossa capacidade de acreditar que Deus está planejando algo para nós, em todos os nossos atrasos e desvios. Isto requer muita fé na graça futura, porque a evidência raramente é evidente.
[...] Em cada frustração não planejada no caminho da obediência, a Palavra de Deus é verdadeira: “Não deixarei de lhes fazer o bem... Alegrar-me-ei por cauda deles e lhes farei bem; plantá-los-ei firmemente nesta terra, de todo o meu coração e de toda a minha alma (Jeremias 32:40-41). Ele nos segue com bondade e misericórdia todos os dias (salmos 23:6). A murmuração impaciente é, portanto uma forma de incredulidade. É por isso que o mandamento de ser paciente assume um imenso significado. Jesus disse: “É na vossa perseverança (paciência) que ganhareis a vossa alma” (Lucas 21:19). E o escritor aos Hebreus disse: “Sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam a promessa” (Hb 6:12). Chegamos á nossa herança pelo caminho da paciência, não porque a paciência é uma obra da carne que adquire a salvação, mas porque a paciência é um fruto da fé em Deus. Precisamos lembrar constantemente a nós mesmos que somos salvos para as boas obras, e não pelas boas obras (veja Efésios 2:8-10). Somente a fé que nos une a Cristo, que é a nossa justiça perfeita diante de Deus. Nesta posição justa, que temos pela fé somente, recebemos o Espírito Santo para nos ajudar a perseverar até o fim, em crescente semelhança a Cristo.
Trechos retirados do livro: Lutando contra a incredulidade, John Piper, cap. 4 – Lutando contra a impaciência, pag. 73-88
"Que Deus nos dê forças para sermos pacientes (começando por mim, priscila), e então vivermos uma vida de paz e confiança no Senhor. Sabendo que todas as coisas (sejam elas boas ou ruins) cooperam para o nosso bem. Deus tem o controle de tudo em suas mãos!"
Paz e Graça, Priscila.
Posteriormente (se eu arrumar tempo e não me esquecer) pretendo postar os exemplos que o John Pipe citou no livro de pessoas que foram pacientes em seu tempo. Muito encorajador o exemplo que Joht Pipe citou. É uma forma de ver que é possível confiar, sermos pacientes e descansar em Deus.

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